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É possível trabalhar nos EUA com visto de estudante? Advogado explica

Segundo especialista, assim como o visto de turista, o visto de estudante não permite trabalhar e, caso o imigrante não obedeça a essa regra, pode ter problemas futuros.

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Segundo especialista, assim como o visto de turista, o visto de estudante não permite trabalhar e, caso o imigrante não obedeça a essa regra, pode ter problemas futuros.

O visto F1, conhecido como visto de estudante para os Estados Unidos, está exclusivamente ligado a fins acadêmicos, ou seja, para que uma pessoa possa realizar seus estudos no país. No entanto, assim como o visto de turista, ele não permite trabalhar lá e, caso o imigrante não obedeça a essa regra, pode ter problemas futuros.

É o que explica o advogado Daniel Toledo, fundador da Toledo Advogados Associados. Segundo ele, com o visto F1, o estudante não pode trabalhar, a menos que, depois de concluir o curso, consiga um OPT (Treinamento Prático Opcional), que vai dar uma autorização de trabalho.

“Mas só com o visto F1 não é autorizado a trabalhar em hipótese alguma. Mesmo em trabalho informal, estaria trabalhando ilegalmente e, se futuramente tentar pedir algum visto para conceder uma autorização de trabalho ou green card, corre o risco de ser questionado e ter problemas junto à imigração para obter esse novo visto.”

O advogado é bastante enfático em seu conselho: “Recomendo que não façam: não trabalhem com visto F1, não trabalhem com visto de turismo. Isso pode ser um grande problema na hora de fazer um ajuste de status.”

Considerando o cenário, a opção que o advogado cita como OPT está diretamente relacionada ao campo de estudo do aluno e é uma autorização que deve ser emitida pelos Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos – USCIS antes do estudante sair em busca de um emprego.

“Por outro lado, se um contratante inserir o aluno em sua empresa, precisa ter ciência do status dessa pessoa, uma vez que isso significa que é um colaborador temporário. Em resumo, ele poderá trabalhar por um período específico e não tem permissão para seguir executando a tarefa ou residindo no país após o término dos meses autorizados – a não ser, é claro, que consiga outro tipo de visto.”

O advogado explica que são dois os tipos de OPT. “O de pré-conclusão inclui os estudantes que trabalham enquanto ainda estão na formação. Isso quer dizer que uma pessoa a caminho de concluir o curso pode obter esse tipo de autorização, que permite apenas 20 horas de trabalho semanais, com possibilidade de período integral nos intervalos entre os semestres.”

“Além dele, o OPT de pós-conclusão pode ser iniciado assim que a graduação estiver concluída, mas também precisa ser solicitado antes do fim do curso. Ele não restringe a quantidade de horas, mas uma vez que o estudante tenha realizado o de pré-conclusão, o tempo será deduzido desse novo status. No total, o OPT deve ter uma duração máxima de 12 meses.”

Fonte: Migalhas.com.br

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